Fonte: Fonasefe
O sonho de Hugo Motta, de fazer da Reforma Administrativa a marca da sua gestão à frente da presidência da Câmara dos Deputados, não vai ser tão fácil de se realizar.
A mobilização dos servidores e a posição dos brasileiros em defesa dos serviços públicos tem sido uma pedra no sapato de Hugo Motta que, apesar de todos os esforços, conseguiu apenas o número mínimo de 171 assinaturas possíveis para protocolar a PEC da Reforma Administrativa (PEC 38).
Na semana da Marcha dos servidores em Brasília, que reuniu aproximadamente 20 mil trabalhadores contra a Reforma, treze deputados recuaram e solicitaram a retirada de suas assinaturas em apoio à PEC 38.
Certamente, para a PEC 38 ser retirada de tramitação na Casa, seria preciso que mais da metade dos deputados retirassem suas assinaturas. Contudo, apesar da retirada dessas dez assinaturas não terem um efeito prático e, muito menos, tirar a responsabilidade desses deputados que contribuíram para que a matéria entrasse em tramitação no Congresso, não seria exagero dizer que Motta tem tido dificuldades em avançar o seu projeto.
Entre os argumentos dos deputados que retiraram seu apoio à PEC 38 está a conclusão óbvia de que a proposta em curso retira direitos dos servidores, fere o princípio da estabilidade e enfraquece os serviços públicos.
A grande imprensa já se refere à Reforma Administrativa como uma matéria encalhada no Congresso, pelo menos até 2027, após as eleições.
A mobilização dos servidores deixou bem claro que quem votasse na Reforma Administrativa, não voltaria ao seu cargo nas eleições de 2026.
O fato da luta dos servidores ter atrasado o sonho de Hugo Motta não significa que a Reforma Administrativa está derrotada. Precisamos seguir em alerta e ampliar as mobilizações. Conhecemos bem as manobras do Congresso para aprovar medidas antipovo. Motta, inclusive, tem considerado incluir a Reforma Administrativa em outra PEC para acelerar a votação na Câmara, uma vez que a Reforma poderia ir direto para votação no Plenário sem precisar passar por comissões.
É verdade que esse Congresso é reconhecido pelas suas medidas antipovo, mas é também verdade que mobilizações do povo brasileiro conseguem barrar seus ataques. Foi assim com a PEC da Bandidagem! Intensificar a mobilização contra a Reforma Administrativa é o melhor caminho para acabar de vez com o sonho de Hugo Motta.
Atualização em 03/11/2025, às 12:44.