Correção segue o INPC de 2025, eleva o teto previdenciário e preserva o valor real das aposentadorias acima do piso
Fonte: Jornal GGN
Os benefícios previdenciários pagos pelo INSS com valor acima do salário mínimo foram reajustados em 3,9% a partir de 1º de janeiro de 2026, percentual correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada em 2025. A correção foi oficializada pelo governo federal e atinge cerca de 12,2 milhões de aposentados e pensionistas.
Na prática, o reajuste tem como objetivo preservar o poder de compra desses benefícios frente à inflação medida pelo INPC — índice que reflete o custo de vida das famílias com renda de até cinco salários mínimos.
Com a atualização, o teto dos benefícios pagos pelo INSS passou de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 em 2026. Já o valor mínimo dos benefícios previdenciários acompanha o novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621.
Os pagamentos com valores corrigidos começam a ser depositados a partir de fevereiro, conforme o calendário regular do INSS, que considera o número final do cartão de benefício (sem o dígito verificador).
O piso previdenciário, valor mínimo dos benefícios do INSS (aposentadoria, auxílio-doença, pensão por morte) e das aposentadorias dos aeronautas, será de R$ 1.621,00. O piso é igual ao salário-mínimo nacional vigente.
O Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC /LOAS) – destinado a idosos e a pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza –, a renda mensal vitalícia e as pensões especiais para dependentes das vítimas de hemodiálise da cidade de Caruaru (PE) também são de R$ 1.621,00.
Já o benefício pago a seringueiros e aos dependentes, com base na Lei nº 7.986/89, passa a ser de R$ 3.242,00. A cota do salário-família passa a ser de R$ 67,54 – para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 1.980,38.