O 08 de março, Dia Internacional da Mulher, é mais do que uma data simbólica: é um marco histórico de resistência, organização e luta por direitos. Para o movimento sindical, é também um momento de reafirmar o protagonismo das mulheres na defesa da classe trabalhadora e na construção de um sindicalismo mais justo, democrático e combativo.
Raízes históricas da luta
A origem do 08 de março está ligada às mobilizações de mulheres trabalhadoras por melhores condições de trabalho, redução da jornada e direito ao voto. Ao longo do século XX, mulheres estiveram presentes nas greves, nas campanhas salariais e na organização de sindicatos, enfrentando repressão, discriminação e invisibilização.
No Brasil, a luta por proteção e enfrentamento à violência de gênero avançou com a promulgação da Lei Maria da Penha, e com a tipificação do feminicídio por meio da Lei do Feminicídio. Esses marcos legais são fruto da mobilização das mulheres e dialogam diretamente com a luta sindical, pois não há dignidade no trabalho sem direito à vida e à segurança.
Mulheres no serviço público: maioria na base, desafio na direção
No serviço público, as mulheres são maioria em áreas essenciais como saúde, educação e assistência social.
São elas que sustentam cotidianamente políticas públicas fundamentais para a população. No entanto, ainda enfrentam desigualdade salarial, sobrecarga decorrente da dupla jornada, assédio moral e sexual e menor acesso aos espaços de poder.
Mesmo diante dessas barreiras, são as mulheres que organizam mobilizações, constroem campanhas,
articulam debates e mantêm viva a chama da luta coletiva. Sua presença amplia pautas, qualifica discussões e fortalece a perspectiva de justiça social dentro das entidades.
Feminismo e sindicalismo caminham juntos
A luta sindical não pode estar dissociada da luta feminista. Combater o assédio no ambiente de trabalho, defender igualdade salarial, garantir políticas de cuidado, ampliar licenças e proteger a saúde mental das trabalhadoras são pautas estruturais da organização da classe.
Quando mulheres ocupam espaços de direção, o sindicato se torna mais plural e atento às múltiplas formas de opressão que atravessam o mundo do trabalho — especialmente quando gênero, raça e classe se cruzam.
2026: mais desafios, mais necessidade de unidade
Em um cenário de disputas orçamentárias, negociações salariais e defesa do serviço público, a participação ativa das mulheres será decisiva. Não há projeto coletivo forte sem igualdade de gênero. Não há unidade verdadeira sem enfrentamento ao machismo estrutural.
Nesse 08 de março o Coletivo Vamos à Luta nos convoca a todos e todas, a transformar reconhecimento em ação concreta: fortalecer a presença das mulheres nas direções sindicais, garantir formação política com perspectiva de gênero e ampliar a organização coletiva.
08 de Março é dia de luta
Mais do que homenagens, o 08 de março é dia de reafirmar compromisso. Compromisso com a igualdade, com a valorização das servidoras públicas e com a construção de um sindicalismo que represente todas e todos.
Porque quando as mulheres estão na linha de frente, a luta avança. E quando avançamos juntas, avançamos mais fortes. ✊
COLETIVO VAMOS À LUTA