Entre as medidas há alterações de calendário, uso de sobras de recursos de programas sociais e ações de bancos públicos
A fim de dar uma guinada na campanha eleitoral de Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, apelando pelo apoio popular, o governo anunciou uma medida econômica por dia nesta semana, de acordo com O Globo.
Com o resultado das urnas no primeiro turno, o atual líder do Executivo teria cobrado empenho eleitoral de ministros e secretários, que anunciaram as medidas que devem custar pelo menos de R$ 15,7 bilhões, segundo cálculos de técnicos do governo.
Entre as iniciativas há alterações de calendário, uso de sobras de recursos de programas sociais e ações de bancos públicos.
Nesta semana, a Caixa Econômica, por exemplo, anunciou a renegociação de dívidas com desconto de até 90% para pessoas físicas e empresas e reduziu o juros para micro e pequenas empresas apenas no mês de outubro.
Já o Ministério da Cidadania prometeu incluir mais de 500 mil pessoas no Auxílio Brasil, que passará a contar com crédito consignado a beneficiários ofertado por 11 instituições e a Caixa.
O governo ainda quer pagar uma parcela extra para o auxílio de taxista com a sobra de recursos do programa, que começou em agosto.
O calendário também virou estratégia, com a antecipação de pagamentos do Auxílio Brasil e do auxílio para caminhoneiros.