Após três dias de intensos protestos em Brasília (relembre os dias anteriores aqui e aqui), o conjunto dos Servidores Públicos Federais (SPFs) realizou um ato na tarde dessa quarta-feira, 3 de agosto, no Supremo Tribunal Federal (STF), cumprindo as atividades da Jornada de Lutas desta semana.
Agora, o Fonasefe realiza uma reunião ampliada nesta quinta-feira, 4 de agosto, encerrando a Jornada e organizando as lutas para o próximo período.
Antes do ato no STF, entretanto, na manhã desta quarta-feira, 3, militantes dos estados do PR, SP e do Distrito Federal estiveram presentes em uma reunião das entidades representativas dos SPFs com parlamentares da Liderança da Minoria na Câmara dos Deputados.
Já no ato em frente ao STF, à tarde, o tom geral das manifestações foi de que as diversas categorias do funcionalismo federal devem manter a unidade neste mês de agosto na luta por recomposição salarial. A última oportunidade disto acontecer é se os parlamentares, ou o próprio governo, apresentarem emendas na Lei Orçamentária Anual (LOA), que precisa ser votada até o final de agosto. Participaram da atividades militantes dos estados PR, RS, SP e do Distrito Federal.
Representando a Fenasps, o diretor do Sindprevs/PR, sindicato filiado à federação, Eliel Joaquim dos Santos ressaltou a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras do Serviço Público Federal. No ato, estavam presentes servidores de várias carreiras, tanto do Executivo quanto do Judiciário. Assista ao depoimento de Eliel dos Santos abaixo, em duas partes:
Também representando a Fenasps, a diretora da federação Ana Lago destacou que o STF está analisando a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 6.970 (saiba mais aqui), ajuizada pelo presidente Jair Bolsonaro, que questiona a Lei 14.128/2021, que cria uma indenização especial aos profissionais e trabalhadores de Saúde que, durante a pandemia da Covid-19, se tornarem permanentemente incapacitados para o trabalho. Confira aqui a tramitação da ADI 6970.


Apesar de ter sido veiculada uma matéria na Folha de S. Paulo (disponível também aqui) que indica que o governo estaria estudando um reajuste de 5,33% para os servidores federais em 2023, os trabalhadores devem ficar atentos.

Isso porque o Governo Federal pode estar agindo da mesma maneira que em março deste ano, quando convocou as entidades sindicais a uma reunião em 1º de abril, conhecido popularmente como o ‘Dia da Mentira‘, afirmando não possuir “nenhuma capacidade de negociar” um reajuste aos SPFs.
Na época, foi divulgado na imprensa que o Governo Federal faria uma proposta de 5% linear, a todas as categorias do funcionalismo, mas nunca houve a confirmação deste índice.
Portanto, os servidores federais devem aumentar a mobilização nos estados e em Brasília, na luta por um reajuste salarial a todas as categorias do funcionalismo federal.